O dia-a-dia da tecnologia irá providenciar na agricultura caminhos tecnológicos e atividades inovadoras de melhores rendimentos. Formulas que propiciarão vegetais mais puros e balanceados de vitaminas e minerais para o consumo humano, mesmo em grande escala.
A procura por estas propostas são acentuadas e informam a grande preocupação pela sociedade produtora da redução do uso de defensivos agrícolas na agricultura. Mesmo os que usam em demasia preferem a redução consciente. Entretanto, nada adianta a redução sem um mecanismo concreto de estudos que propiciem maior defesa e resistência dos vegetais contra as mudanças da atmosfera que o cerca e o seu uso efetivo.
É necessário reforçar nos vegetais a sua resistência, defesa e vitalidade e repassar tal conhecimento ao produtor. A sugestão que venho desenvolvendo propicia aumento nos teores da formação de aminoácidos em plantas, proporcionando-lhes mais proteínas. Mais proteínas, mais pigmentos coletores de fótons difusos. Mais coletores, maior possibilidade de densidade. Maior densidade nos grãos, melhor a logística de sua produção. Grãos de trigo, por exemplo, com uma densidade maior ocuparão um volume menor de espaço físico. Se aumentarmos a densidade do grão da soja em 10%, logisticamente seria obter um ganho considerável. Uma tonelada de soja em grão teria um volume 10% menor que o atual. Um navio cargueiro teria um volume 10% menor para transportar em carga de soja. Sem falar que o aumento de proteína nos grãos agrega minerais e mais minerais nos grãos, maior a absorção destes como alimento, proporcionando desta forma uma maior resistência imunológica e quem os consumir como alimento.
No futuro poderemos ter vegetais balanceados de proteínas e minerais em proporções superiores aos convencionais de hoje em dia. Isto parece ser uma forma de coerência no pensamento da maioria dos pesquisadores agrícolas, entretanto é o vegetal quem comanda, sintetiza. Nós apenas copiamos. Precisamos aprender a sintetizar plantas. Isto, talvez não demore, pois trabalho na área de fotocromia vem sendo desenvolvidos desde a década de 60 e estão bastante avançados, de sorte.
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Alface, planta hortense do meu vizinho. Competição por nutrientes, espaço e luz. Elas estão sempre brigando. (2008) |
Já se imaginou numa plantação de trigo ou de alface?
É um mundo competitivo. As plantas brigam entre si por luz e nutrientes, competem por espaço e luz, além de permanecer em pé sob o caos ambiental, sofrem com as pragas e insetos. Assim, no vento, na chuva, na variação de temperatura e nas doenças, alguém tem que sair na frente. Ser mais forte. Criar um sistema defensivo herbicida para conter a proliferação das outras na tentativa de sufocar a concorrência de proliferação. Comportam-se neste mundo como ervas - daninhas umas contra as outras.
Aqui, onde moro, pude perceber que a selva está em constante competição por nutrientes e luz. E, neste campo de luta competitivo, próprio dos vegetais, criou-se outro sistema, o sistema inteligente e ele é utilizado, muito particularmente, pelas plantas quando elas estão sob forte radiação solar. Eu lembro que uma vez eu tive a sorte de, em contato com a NASA, poder receber informações sobre as queimadas no Brasil e algumas informações foram bastante promissoras para afirmar que existe este sistema inteligente.
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Eficiência fotossintética compete por espaço e luz usando impulsos físico-químicos. Avenida principal do centro da cidade de Lapa-Pr com suas belas árvores. (1998 - 2000). |
Na época obteve-se o seguinte resultado: as árvores estavam queimando na floresta e a periferia recebia esta intensidade na forma de calor. As árvores percebiam esta variação de intensidade de radiação infravermelha e de alguma forma avisavam as arvores mais distantes de que ali existia um foco de incêndio, modificando a sua reflexão de luz. As mais distantes entendiam o comando e o sistema inteligente modificava seus impulsos físico-químicos para a criação de defesa; ou seja, modificar o ângulo entre as folhas para diminuir a absorção de radiação, diminuindo o fluxo de seiva nas folhas, alargam o caule e aprofundam as raízes para diminuir o fluxo metabólico refreando desta forma a provável transpiração. É como um pé de couve-manteiga ao meio-dia que parece estar desmaiado. Forma de fugir do trauma da radiação forte incidente. Dias depois, com certeza este pé de planta lançará flores e, então, sementes na tentativa de perpetuar a sua espécie. Isto é um poder estupendo de adaptação ao meio.
Sem este sistema inteligente não existiriam a floresta amazônica dos trópicos.
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A cor azul da tela de plástico modifica a reflexão de luz nas plantas, alterando o comportamento de pragas e insetos, reduzindo considerável o uso de defensivo agrícola.(2009 - 2010) |




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