Numa época em que o Governo
prioriza medidas para uma melhor alimentação da população brasileira,
priorizando técnicas saudáveis de produção, com redução considerável de
agrotóxicos encontro algumas perguntas.
O que é um alimento saudável?
Qual a diferença entre os
produtos consumidos na roça e nos grandes centros urbanos?
Podemos encontrar produtos
saudáveis na gôndola dos supermercados?
Educação nutricional nas escolas,
guia de boas práticas para produtores familiares, assistência técnica de
qualidade e moderna, tecnologia de informação e gestão ambiental, são alguns
dos tópicos divulgados pelo Governo.
Eles divulgam, e para isso gastam muito dinheiro, a proposta do Plano nacional de Abastecimento para o Brasil.
Eles divulgam, e para isso gastam muito dinheiro, a proposta do Plano nacional de Abastecimento para o Brasil.
Entretanto, encontro no
supermercado alguns alimentos que em nada se parecem com as intenções do
governo em procurar servir a população de alimentos mais saudáveis para a
saúde. Como por exemplo; café de péssima qualidade mascarado com ácido cítrico
para burlar análise química. Potes com cara de margarina, mas que em nada tem,
pois são derivados de gorduras vegetais que se forem aquecidos, não derretem e
em alguns casos viram espécie de plástico. Bolachas que parecem feitas de terra
e com alto teor de radicais benzênicos que mascaram e alteram o paladar, acentuando
determinados sabores artificiais. Pacotes plásticos com um líquido e corante
branco, para dizer que é leite, ou que é similar ao leite. E, assim por diante se
vai, desde os salgadinhos feitos de milho transgênicos ao pão adulterado e
quase sem trigo, mas com sabor artificial de trigo. Sabonetes alergênicos que
nada limpam, mas que penetram nos poros contaminando a pele e deixando-a mais
suscetível à doenças.
Para a maioria da população ir
ao supermercado significa comprar o mais barato e não comprar o de melhor
qualidade nutricional, já que os recursos financeiros não suportam bancar
valores altos. E entre a técnica saudável e o consumo existente se encontra uma grande diferença de preço.
Enfim, o Governo pretende
estimular o consumo de frutas e hortaliças construindo para o povo o lançamento
de campanhas de responsabilidade do Ministério da Saúde (MS). O mesmo
Ministério que deixa decair a qualidade nutricional nos supermercados, lembrando, ainda, a Bolsa Família. Junto o Ministério do Desenvolvimento Social
e Combate à Fome(MDS) que não vê que o produto mais barato na prateleira do
supermercado é o de pior qualidade possível para a alimentação humana. Nem cachorro
come! Trazem, ainda, estes dois Ministérios com eles, o da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA), Companhia Nacional de Abastecimento (NAB),
Instituto Brasileiro de Horticultura (IBRAHORT), Confederação Brasileira das
Associações. E de carona os Sindicatos de Comerciantes em Entrepostos de
Abastecimento (BRASTECE) e o Abracen.
Todos creio eu, muito conectados
com as indústrias do dinheiro que se negam a acordar para o potencial risco de envenenamento
da população brasileira.
Para finalizar, cabe ao Governo a
responsabilidade de ficar ao lado da população e de sua longevidade e não ficar
ao lado dos produtores e comerciantes e se preocupar realisticamente sobre o
texto que tramita no Congresso e será aprovado. Quanto à população, deve buscar seu direito e
sua cidadania, almejando uma qualidade nutricional melhor dos produtos sem
mercadejar a saúde em detrimento do baixo preço.
Faça cinco refeições diárias: Café da manhã, Lanche, Almoço,
Lanche da tarde e Jantar e inclua um vegetal, suco ou fruta em cada um dessas
refeições.
(para isso você vai gastar no mínimo R$ 500,00 ao mês)
No café da manhã, um suco de melancia; no lanche, uma maçã;
no almoço. Uma salada de alface; no lanche da tarde, uma banana; e no jantar,
um creme de abóbora.
Custo estimado por pessoa de R$ 500,00.
Uma campanha está sendo criada para o incentivo a
alimentação adequada e saudável, com foco no aumento do consumo de frutas e
verduras.
Veremos cartazes, anúncios em mídia, sites, rádios, redes
sociais e etc... Mas o salário mínimo da maioria da população vai comprar a
ideia?


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